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Marcela de Oliveira- Dermatologia Clínica Adulta e Pediátrica em São Paulo – SP

É uma doença autoimune, crônica em que o sistema imunológico destrói os melanócitos (células responsáveis pela produção de melanina, pigmento responsável pela cor da pele, cabelos e olhos).

Embora não seja contagioso, o vitiligo pode ter grande impacto emocional, principalmente quando atinge áreas visíveis como o rosto e as mãos por exemplo.

Pode afetar pessoas de qualquer idade, inclusive crianças.

Acomete aproximadamente 1% da população mundial.

A causa exata é desconhecida, mas sabe-se que fatores genéticos e emocionais podem estar envolvidos. Já os gatilhos ambientais (estresse, trauma físico na pele, queimaduras) embora não totalmente confirmados podem agravar e ou desencadear o vitiligo em pacientes predispostos.

Os pacientes com vitiligo também têm maior probabilidade de apresentar outras doenças autoimunes como: problemas de tireoide, anemia perniciosa (deficiência de vitamina B12) e diabetes tipo I.

Quem sou eu?

Sou médica apaixonada pela dermatologia, minha atuação vai muito além de questões estéticas, priorizo também durante as consultas a prevenção, diagnóstico e tratamento de diversas doenças na dermatologia.

Meu compromisso é oferecer um atendimento humanizado, personalizado com ética e ciência promovendo saúde, realçando com naturalidade a beleza única e singular de cada pessoa.

Convido você a descobrir um momento de autocuidado melhorando sua autoestima ,saúde e bem estar através da dermatologia.

Tenho vitiligo! E agora?

Quando o vitiligo aparece as pessoas são confrontadas por dúvidas, medos ,preconceito e abalo da autoestima…

Eu, Dra Marcela estou aqui para te ajudar. Proporciono uma abordagem e atendimento individualizado.

Meu compromisso é oferecer tratamento com ciência, empatia e respeito porque cuidar da pele é também cuidar da autoestima.

Fatores indutores do vitiligo:

-História familiar: aproximadamente 20% dos pacientes tem pelo menos um ou mais parentes de primeiro grau com vitiligo e o risco de desenvolver vitiligo para parentes de primeiro grau de um paciente é 10 vezes maior em comparação com indivíduos não aparentados da população em geral.

-Doenças autoimunes: como na maioria dos pacientes o vitiligo é autoimune, acredita-se que outras doenças autoimunes também estejam relacionadas, como alopecia areata, diabetes mellitus, hipotireoidismo, doença de Addison, atrofia gástrica autoimune, artrite reumatoide, lúpus eritematoso, entre outras.

-Traumas: trauma térmico ,mecânico ,químico na pele ou queimaduras por exposição solar.

-Estresse psicológico: considera-se importante no surgimento e/ou progressão da doença.

Como o vitiligo de manifesta?

Aparecem manchas hipocromicas (brancas), mais claras que a pele normal, com forma e extensão variáveis, podendo se localizar no rosto, corpo, pelos da pele (incluindo sobrancelhas, cílios e pelos pubianos) e na  área genital.

Com o tempo as manchas ficam ainda mais claras adquirindo tonalidade ” branco-leitosa” (acrômica)

A evolução das lesões infelizmente é imprevisível ou seja ainda não há nenhum critério clínico que oriente o prognóstico ou seja o vitiligo pode progredir, regredir ou “estacionar”  de acordo com cada indivíduo.

Pode ser classificado em:

– Segmentar ou unilateral:

Manifesta-se apenas em uma parte do corpo, normalmente quando o paciente ainda é jovem e o prurido (coceira) pode estar presente em cerca de 20% dos pacientes.

Os pelos e cabelos também podem perder a coloração (leucotríquia).

Alem disso o vitiligo segmentar pode apresentar a forma unissegmentar ou seja uma ou mais máculas brancas são distribuídas em  apenas um lado do corpo.

Indeterminado ou misto:

Compreende o vitiligo focal e o vitiligo com envolvimento isolados de um sítio mucoso, e apresenta dois subtipos:

1-Focal: refere -se a uma mancha hipocrômica  ou acrômica, de tamanho pequeno (10 a 15cm) ou também pode ser caracterizado pela presença de poucas manchas acometendo  duas a três áreas corporais.

2-Mucoso isolado: ocorre quando há apenas o envolvimento de um sítio mucoso.

– Não segmentar ou bilateral:

É o tipo mais comum, manifesta-se nos dois lados do corpo, por exemplo nas duas mãos.

Em geral as manchas surgem inicialmente nas extremidades como os pés, nariz e boca. Depois há períodos de estagnação.

Esses ciclos ocorrem durante toda a vida, a duração dos ciclos e as áreas despigmentadas tendem a se tornar maiores com o tempo. 

O vitiligo não segmentar pode se dividir em alguns subtipos:

Vitiligo generalizado: forma mais comum, envolve ambos os lados do corpo,pode iniciar em qualquer área corporal mas as mãos e face costumam ser os locais  iniciais.

-Vitiligo mucoso: acomete os lábios e a região genital .

-Vitiligo universal: é a forma mais extensa da doença, envolve 80% a 90% da superfície corporal e normalmente ocorre mais na idade adulta.

-Vitiligo misto: é a ocorrência concomitante de viltiligo segmentar e não segmentar.

Voce sabia que existem variantes raras do vitiligo?

-Vitiligo puntiforme: as lesões se apresentam com “ pontinhos” despigmentados de 1 a 1.5 mm de diâmetro envolvendo qualquer parte do corpo.

-Vitiligo menor: forma rara, limita-se aos indivíduos de fototipo mais alto. Ocorre um defeito parcial da repigmentação à uma área restrita da pele.

-Vitiligo folicular: ocorre despigmentação nos pelos (leucotriquia), cabelos, cílios, sobrancelhas, corporais e pubianos.

Curiosidade sobre o vitiligo e doença ocular.

Você  sabia que pacientes com vitiligo também podem apresentar doença ocular?

Sim!

E a anormalidade ocular mais  encontrada é a Uveíte.

A uveite é uma inflamação da úvea que é a parte média do olho, composta pela íris, corpo ciliar e coróide. Essa estrutura é responsável por nutrir o olho e controlar a quantidade de luz que entra portanto pacientes com uveíte podem apresentar: olho “vermelho”, dolorido e com sensibilidade a luz.

Se você tem vitiligo e sintomas oculares é importante conversar com o seu médico.

Como é realizado o diagnóstico de vitiligo?

– O diagnóstico é essencialmente clínico, geralmente as manchas hipopigmentadas tem localização e distribuição característica.

-A biópsia se for necessária revela ausência completa de melanócitos na área afetada.

-Exames laboratoriais (análise sanguínea) ajudam a revelar outras doenças autoimunes.

Diagnósticos diferenciais do vitiligo:

Realizamos diagnósticos diferenciais com outras doenças como:

– Desordens congênitas:nevo acrômico, nevo anêmico.

– Infecções: hanseniase, pitiríase versicolor.

– Malignidades:micose fungoide hipocromiante.

– Síndromes genéticas: hipomelanose de Ito, piebaldismo, esclerose tuberosa.

– Afecções inflamatórias: pitiríase alba, líquen escleroso.

Achados clínicos que podem estar associados à atividade do vitiligo:

– Despigmentação em confete-símile: corresponde ao achado de múltiplas máculas hipocromicas e/ ou acrômicas, de tamanho entre 1 a 5 mm de diâmetro, que tendem a ser agrupadas e localizadas na periferia de lesões maiores preexistentes.

– Mancha de vitiligo inflamatório: na margem da lesão de vitiligo ocorre um eritema (vermelhidão), descamaçao e a presença ou não de prurido (coçeira).

– Mancha de vitiligo tricrômico: caracteriza -se por uma área hipopigmentada (hipocrômicas) entre a pele normal e a pele totalmente despigmentada (acrômica).

Avaliação da capacidade de repigmentação do vitiligo:

Avaliamos a cor da mancha ou seja:

-Manchas hipocrômicas (mais claras que a pele normal): essas tem maior chance de repigmentar uma vez que há ainda melanócitos viáveis na epiderme.

-Manchas acrômicas (“muito brancas”): nesses casos precisamos avaliar a cor dos pelos ou seja quando há pelos pigmentados significa que existe ainda uma reserva de melanócitos que são capazes de migrar para epiderme e a chance de repigmentaçao é alta.

Já nos pelos despigmentados (brancos), ocorre a destruição da maior parte dos melanócitos resultando na baixa possibilidade de repigmentação.

Como é o tratamento do vitiligo?

Primeiramente exclui-se doenças eventualmente associadas (tireoide por exemplo).

1- Medicamentos tópicos:

– Corticosteroides: lesões localizadas podem responder ao uso de corticosteroides tópicos em soluções ou cremes. A repigmentação normalmente inicia-se após 3 ou 4 meses e pode ocorrer em até 50% dos doentes.

– Psoraleno: substância química natural, encontrada em diversas plantas. Sua principal característica é a fotossensibilização e estímulo da repigmentação.

– Imunomoduladores: são substâncias que modificam a resposta do sistema imunológico e estimulam a repigmentação.

– Análogos da vitamina D: são medicamentos derivados da vitamina D,  modificados quimicamente e ajudam a estimular a repigmentação.

2- Fototerapia

– UVB narrow band: é a exposição direta da pele á luz UVB, de forma controlada (2 a 3x por semana), estimula a proliferação e migração dos melanócitos além de modular o sistema imunológico local.

A repigmentação pode iniciar após 3 meses de tratamento e os resultados são melhores em áreas como mãos, pés e articulações.

3- Excimer laser:

É outra modalidade terapêutica, a qual utiliza laser que emite radiação de 308 nm, podendo ser aplicado localmente nas lesões  2 x na semana.

4- Medicamentos sistêmicos:

– Corticosteroides.

– Psoralênicos.

– Betacaroteno.

5- Despigmentação:

Quando o vitiligo atinge área superior a 50% da superfície cutânea .

6- Transplante de melanócitos:

Usam-se enxertos de pele autóloga normal obtida por sucção, minienxertos ou cultura de melanócitos. São técnicas indicadas para lesões crônicas, estáveis, com resultados eventualmente satisfatórios.

7- Camuflagem:

São produtos cosméticos que permitem a camuflagem com excelentes resultados.

8- Suporte psicológico.

O objetivo do tratamento é cessar o aumento das lesões estabilizando o quadro e também estimulando a repigmentação da pele.

É individualizado e os resultados podem variar entre uma pessoa e outra.

Avanços recentes e pesquisas futuras:

– Nos ultimos anos, houve avanços significativos na compreensão dos mecanismos moleculares e imunológicos subjacentes ao vitiligo.

– Estudos tem explorado  a aplicação de medicamentos biológicos que visam alvos específicos do sistema imunológico.

– Além disso, a identificação de novos biomarcadores também tem potencial para melhorar o diagnóstico precoce e personalização do tratamento.

Dicas essenciais para você que tem vitiligo:

– Use protetor solar todos os dias:  a pele com vitiligo é mais sensível ao sol. Prefira FPS 50 ou maior e reaplique a cada 3 horas, além disso evite o sol entre 10h e 16h.

– Hidrate a pele diariamente: a hidratação ajuda a manter a barreira cutânea saudável.

– Cuide da sua saúde emocional: o vitiligo pode abaular a autoestima. Busque apoio psicológico,  o emocional equilibrado ajuda na resposta ao tratamento.

 -Mantenha uma alimentação equilibrada: alimentos ricos em antioxidantes (frutas, verduras, legumes) ajudam a proteger as células e reduzir o estresse oxidativo .

– Evite traumas na pele: pequenos machucados, atrito ou queimaduras podem desencadear novas lesões na pele.

Siga corretamente o tratamento proposto pelo seu médico (a).

Saiba mais: https://bvsms.saude.gov.br/

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