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Marcela de Oliveira- Dermatologia Clínica Adulta e Pediátrica em São Paulo – SP

VOCÊ SABE O QUE É DERMATITE ATÓPICA?

É uma doença de pele crônica, não contagiosa, inflamatória e recorrente comum em crianças podendo também ocorrer na vida adulta.

A dermatite atópica está ligada a uma combinação de fatores genéticos e ambientais que afetam a barreira da pele.

– Afeta  10 a 25% das crianças e 2 a 10% dos adultos.

– O início usualmente ocorre na primeira infância ou pré-escolar, com manifestação no primeiro ano de vida em mais de 50% e antes dos 5 anos em mais de 85% dos indivíduos afetados.

-Caracteriza-se por prurido intenso (coceira) e de curso crônico e recidivante.

-Frequentemente é acompanhada por outras doenças atópicas como a rinoconjuntivite alérgica e asma.

Quem sou eu?

Sou médica apaixonada pela dermatologia, minha atuação vai muito além de questões estéticas, priorizo também durante as consultas a prevenção, diagnóstico e tratamento de diversas doenças na dermatologia.

Meu compromisso é oferecer um atendimento humanizado, personalizado  com ética e ciência promovendo saúde, realçando com naturalidade a beleza única e singular de cada pessoa.

Convido você a descobrir um momento de autocuidado melhorando sua autoestima, saúde e bem estar através da dermatologia.

Você que tem dermatite atópica, sabe que a mesma, vai muita além da pele… Ela coça, irrita, inflama, afeta o sono, o humor e autoestima.
Eu sou a Dra. Marcela, e posso te ajudar a cuidar da sua dermatite com segurança.
Você não está sozinho (a). Vamos falar sobre isso?

Patogenia da dermatite atópica:

– Pacientes com dermatite atópica tem uma alteração genética (mutação) na filagrina (proteína essencial para formar a barreira da pele) e isso faz com que a pele perca água mais facilmente ficando mais ressecada e mais vulnerável a alérgenos e infecções (bacterianas principalmente).

– Fatores não imunológicos: os atópicos apresentam inúmeras alterações em suas respostas fisiológicas ou seja há anormalidades psicofisiológicas ,alterações no manto lipídico e anormalidades da reatividade vascular cutânea.

– No atópico o limiar de prurido é mais baixo e estímulos prurigênicos causam um prurido mais duradouro e intenso .

– Xerose cutânea (ressecamento): é super comum no atópico e isso se justifica pela alteração no manto lipídico.

– Fatores genéticos: quando ambos os pais são atópicos, 79% das crianças desenvolvem manifestações atópicas.

Quais os sintomas mais comuns da dermatite atópica?

Pele muito ressecada e com coceira podendo ocorrer ferimentos o que facilita a contaminação por bactérias.

Lesões avermelhadas principalmente nas “dobras “ dos braços e pernas.

– Espessamento da pele, ou seja, o ato de coçar deixa a pele mais áspera.

O quadro clínico pode ser dividido em 3 estágios:

1- Fase Atópica infantil:

Normalmente manifesta-se após as 6 semanas de vida, as lesões mais comuns são agudas, frequentemente começam nas bochechas, testa e couro cabeludo, superfície extensoras do tronco e extremidades.

A área da fralda e centro facial tendem a ser poupadas.

O prurido é variável, podendo às vezes ser intenso e determinar estado de agitação na criança pelo ato de coçadura quase contínua. A complicação mais frequente é a infecção secundária porém a complicação mais grave  é a infecção pelo contato com o herpes -vírus simples (HVS) ou da vacina, que determinam o quadro da erupção variceliforme de Kaposi em que a criança desenvolve um quadro febril, com sinais de toxemia e lesões vesicopustulosas disseminadas.

2- Fase Atópica pré-puberal:

As lesões são menos agudas, localizam-se nas fossas antecubitais e popliteas, punhos, tornozelos, mãos, pés e regiões periorificiais da face.

Aproximadamente 50% das crianças com dermatite atópica entram em remissão por volta dos 12 anos de idade.

O prurido é variável, as vezes intenso e contínuo porém raramente há casos de infecção secundária. O quadro evolui por surtos e pode agravar ou desaparecer.

3- Fase Atópica do adolescente / adulto:

As lesões podem ser subagudas ou crônicas, liquenificadas e atingem preferencialmente as áreas de flexão como pescoço, antecubital, poplitea e a face, particularmente a região periorbital

A pele é seca, o prurido é variável, a evolução se dá por surtos com períodos de melhora e de agudo ação do quadro.

Outras manifestações clínicas da dermatite atópica:

– Dermatite crônica das mãos:  atinge especialmente o dorso das mãos sob forma de lesões eritematosas e descamativas.

– Eczema disidrótico: caracterizado por vesículas, descamação e prurido na região palmar e ou plantar.

– Hiperpigmentação do pescoço: conhecido como pescoço “sujo”,surgem manchas acastanhadas(claras).

– Coxa atópica: são lesões eczematosas, pruriginosas na face posterior das coxas , frequentemente confundida com dermatite de contato.

Diagnóstico da dermatite atópica:

O diagnóstico é realizado por meio de:

– Anamnese.

– Exame físico: observação da morfologia, topografia das lesões, avaliação do prurido, cronicidade da doença e em alguns casos exames laboratoriais se necessário.

Quais os fatores agravantes da dermatite atópica?

Alguns fatores podem agravar a dermatite atópica desencadeando ou piorando as crises:

– Clima: temperaturas extremas tanto frio quanto quente.

– Suor: atua como irritante da pele.

– Estresse emocional e ansiedade.

– Tecidos sintéticos e lã.

– Banhos quentes e demorados.

– Alérgenos: poeira, ácaro, mofo, pelos de animais e até mesmo certos alimentos (ovo, leite, trigo).

Como é o tratamento da dermatite atópica?

O objetivo do tratamento é controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida através dos cuidados gerais com a pele, tais como:

– Uso diário de hidratantes, emolientes.

– Banho rápido e morno.

– Evitar buchas ou esponjas no banho.

– Preferir sabonetes suaves.

– Optar por roupas de algodão.

– Corticoides tópicos e ou sistêmicos: são úteis em todas as formas clínicas de dermatite atópica  mas não devem ser empregados indiscriminadamente.

– Anti-histamínicos orais: são indicados de maneira eletiva para o controle do prurido.

– Imunomoduladores tópicos: são eficazes e tem a vantagem de não produzir os efeitos colaterais dos corticosteroides tópicos.

– Imunossupressores: em casos especificos(ciclosporina,metotrexato,azatioprina).

– Antibióticos: quando houver infecção secundária.

– Fototerapia: todas as formas de fototerapia mostram-se úteis na dermatite atópica: UVB narrow band e UVA.

– Psicoterapia.

– Imunobiológico.

– Hospitalização: indicada em casos muito graves.

Lembrando que alguns pacientes necessitam de atendimento de outras especialidades porque apresentam quadros de asma e ou rinite alérgica que precisam ser controlados.
Muitas vezes também o apoio psicológico é necessário uma vez que há impacto na qualidade de vida.
A prevenção é um dos pontos principais:
Melhorar as condições da barreira da pele com emolientes específicos, cuidar do quadro de asma ou rinite se houver.
A orientação médica adequada precocemente são fundamentais para evitar o agravamento da doença.

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